segunda-feira, 31 de julho de 2017

ABRALIC- Simpósio 74 “Textualidades contemporâneas – processos de hibridação”


PROGRAMAÇÃO 

08 de agosto
Manhã- 9h às 11h

9h-  ABERTURA -Saudação dos coordenadores do Simpósio

9h15- Mesa 1: Procedimentos e trânsitos das escritas contemporâneas
Rogério Lima (UnB) Textualidades dos espaços em trânsito: percepções, sensibilidades e afetos. (Mediador):
Daniel Castanheira (PUC-Rio): Quatro pontos de dispersão:      
 fratura, exílio, asilo, desistência.
Raissa de Góes (PUC-Rio): Esquecimento – Procedimento de escrita em três movimentos.
Mariana Kaufman (PUC-Rio): Para que tudo não vire poeira, ainda.
Anderson Pires da Silva (UFJF): A ficção contemporânea de Lourenço Mutarelli: as histórias em quadrinhos como extensão da literatura.

Tarde-14h às 16h

Mesa 2: Literatura contemporânea e as híbridas estratégias narrativas
Sylvia Cyntrão (UnB): Francisco é Francisco? Do gosto da  especulação no romance de Chico Buarque de Holanda (Mediadora)
Elizabeth Barros de Souza Lima (UnB): Literatura e espetáculo: A ironia como desejo em Leite Derramado.
Wilton Barroso Filho (UnB): Epistemologia da confusão: uma discussão sobre o papel do sujeito em Foucault na narrativa literária contemporânea.
Denise Moreira Santana (UnB): As vozes narrativas em busca de suas raízes.

09 de agosto

Manhã- 9h às 11h

Mesa 3:  Escritas de intervenção: literatura e práticas do comum
Miguel Jost (PUC-Rio): Políticas do audiovisual no Brasil contemporâneo: novos agentes, novas estéticas. (Mediador)
Marina Lima Mendes (PUC-Rio): Coletivos de cultura e ocupações: modos contemporâneos de reformular subjetividades e disputar narrativas
Julia Casotti Nogueira (PUC-Rio): Inscrições Urbanas: A cidade como suporte de outras escritas contemporâneas
Vitor Grabowski de Paiva (PUC-Rio): CEP 20.000: O direito à existência literária para além do livro
Felipe Paranaguá Braga (PUC-Rio): A parte do fogo: aproximações, equivalências, e narrativas do incêndio do MAM.

Tarde-14h às 16h

Mesa 4: Processos híbridos em literatura e música
Paulo da Costa e Silva (UFRJ) e Gustavo Sant’Anna (PUC-Rio): 
Bob Dylan e o híbrido da canção. (Mediador)
Angie Miranda Antunes (UFJF): Titãs, Torquato e Neruda: a textualidade da despedida.
Aicha de Figueiredo Barat (PUC-Rio): A capa e o estado permanente de invenção de si: a capa de disco como suporte para o (auto)retrato do artista.
Patrícia A. Schroeder Gonçalves (USP): “Eu tô te explicando pra te confundir”
A questão da personagem na ficção e o livro autobiográfico de Tom Zé.
Bernardo Mouzinho Girauta (PUC-Rio): Música e notação: das musas à indeterminação.

10 de agosto

Manhã- 9h às 11h
Mesa 5: Dispositivos híbridos: campos de força na contemporaneidade

Júlio Cezar Valladão Diniz (PUC-Rio/CNPq): Quereres – notações sobre três pequenos gestos (Mediador)
Leonardo Villa-Forte (PUC-Rio): Conversas entre teoria e ficção na obra e prática de escritores-professores universitários neste início de século XX.
Livia de Sá Baião (PUC-Rio): Guimarães Rosa curador de Guimarães Rosa.
Tiago Leite Costa (PUC-Rio): Terry Eagleton e ideologia do híbrido
Ana Gabriela Roiffe (PUC-Rio): O pop-camp político do Teatro do Ridículo.

Tarde-14h às 16h

Mesa 6: Literatura e história: aspectos da memória e do tempo
Flavio Martins Carneiro (UERJ): De volta ao labirinto: entre a literatura e a história. (Mediador)
Danusa Depes Porta (PUC-Rio): (Trans)tornar (a) o tempo e (a) história.
Jaime Galgani (UMCE- Chile): Literatura y prensa: intimidad escritural y contexto de violencia  en corresponsales de guerra.
Livia Penedo Jacob (UERJ): Memória, horror e alteridades em “Nove noites” de Bernardo Carvalho.
Lucas Fernando Gonçalves (UnB): A epistemologia do romance: fundamentação, pensamento, espírito e memória.

11 de agosto

Manhã- 9h às 11h

Mesa 7: Escritas contemporâneas: questão de vida, questão de morte
Fernando Fiorese (UFJF): Três poetas brasileiros e o rapto da pós-modernidade. (Mediador)
Marcio Tavares dos Santos (UFRGS): Poesia tropicália: uma análise da poesia na obra de Hélio Oiticica.
Maria Beatriz Castanheira (PUC-Rio): Sobre a escritura expandida de Nuno Ramos: para pensar-viver-sentir como modos artísticos de estar no mundo.
Nathália Coelho da Silva (UNB): A ficção enquanto possibilidade de se pensar o humano: estudos sobre o sujeito em “Uma duas”, de Eliane Brum.
Ana Maria Lisboa de Mello (UFRJ): Deslocamento, memória e hibridação cultural em “La dot de Sara”, de Célie-Marie Gagnant.

Tarde-14h às 16h

Mesa 8: Literatura e campo ampliado: escritas indisciplinadas
Frederico Coelho (PUC-Rio): Escritas da infratura (Mediador)
Omar Salomão (PUC-Rio): Suspiro – o que sobra e o que some através de Mira Schendel.
Adriana Maciel (PUC-Rio): O movimento dos corpos na renga particular de John Cage.
Luiz Guilherme Fonseca (PUC-Rio): Intoxicação voluntária e escritas de si na produção de subjetividades dissidentes.
Charles Philippe Jacquard (PUC-Rio): Imaginismo onilírico: pode o sonho produzir narrativas políticas?

15h45/16h- ENCERRAMENTO- Balanço , síntese do evento.
Fernando Fiorese , Júlio Diniz e Miguel Jost  e Sylvia Cyntrão (coord.)  _____________________________

terça-feira, 25 de julho de 2017

SIMPÓSIO 74 DA ABRALIC- grandes textos em contexto, de 8 a 11 de agosto, na UERJ!


O GRUPO DE PESQUISA TEXTUALIDADES CONTEMPORÂNEAS, PROCESSOS DE HIBRIDAÇÃO SAÚDA OS PALESTRANTES DAS INSTITUIÇÕES AMIGAS QUE CONSTRUIRAM CONOSCO  A PROGRAMAÇÃO DO SIMPÓSIO 74!
08 de agosto - manhã 9h às 11h
9h- SAUDAÇÃO DE ABERTURA dos coordenadores do Simpósio
9h15 às 11h
"Procedimentos e trânsitos das escritas contemporâneas"
Rogério Lima (MEDIADOR),Daniel Castanheira,Raissa de Góes,Mariana Kaufman, Anderson Pires da Silva
08 de agosto - tarde 14h às 16h
"Literatura contemporânea e as híbridas estratégias narrativas"
Sylvia Helena Cyntrão (MEDIADORA) ,Elizabete Barros,Wilton Barroso Filho,Denise Moreira Santana
09 de agosto - manhã 9h às 11h
"Escritas de intervenção: literatura e práticas do comum"
Miguel Jost (MEDIADOR),Marina Lima Mendes,Julia Casotti Nogueira
Vitor Grabowski de Paiva,Felipe Paranaguá
09 de agosto - tarde 14h às 16h
"Processo híbridos em literatura e música"
Paulo da Costa e Silva (MEDIADOR), Angie Miranda Antunes,Aicha de Figueiredo Barat, Bernardo Mouzinho Girauta, Patrícia Anette S.Gonçalves, Gustavo Sant'Anna de Souza
10 de agosto -manhã 9h às 11h
"Dispositivos híbridos: campos de força na contemporaneidade"
Júlio Diniz (MEDIADOR),Leonardo Villa-Forte,Livia de Sá Baião,Tiago Leite Costa,Ana Maria Lisboa 
10 de agosto - tarde 14h às 16h
"Literatura e história: aspectos da memória e do tempo"
Flavio Martins Carneiro (MEDIADOR),Danusa Depes Porta
Jaime Galgani,Livia Penedo Jacob,Ana Gabriela Dickstein Roiffe
11 de agosto -manhã 9h às 11h
"Escritas contemporâneas: questão de vida, questão de morte"
Fernando Fiorese (MEDIADOR),Maria Beatriz Castanheira,Nathália Coelho da Silva,Lucas Fernando Gonçalves
11 de agosto - tarde 14h às 16h
"Literatura e campo ampliado: escritas indisciplinadas"
Frederico Coelho (MEDIADOR),Omar Salomão,Adriana Maciel,Luiz Guilherme Fonseca,Charles Jacquard
15h45 -ENCERRAMENTO- Balanço-síntese da vivência.
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COORDENAÇÃO:
Sylvia Cyntrão (UnB); Júlio Diniz e Miguel Jost (PUC-RIO);
Fernando Fiorese (UFJF).

ABRALIC 2017-PROGRAMAÇÃO GERAL

http://www.abralic.org.br/downloads/programacao-2017.pdf

segunda-feira, 10 de julho de 2017

ABRALIC- SIMPÓSIO DO GRUPO "TEXTUALIDADES CONTEMPORÂNEAS"- PROGRAMAÇÃO

ABRALIC 2017
Programação Simpósio 74
Coordenação : Fernando Fiorese, Júlio Diniz , Miguel Jost e Sylvia Cyntrão
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8 de Agosto (terça-feira) – manhã Mesa 1:
1)   Rogério Lima (UnB): Textualidades dos espaços em trânsito: percepções, sensibilidades e afetos.
2)      Daniel Castanheira (PUC-Rio): Quatro pontos de dispersão:  fratura, exílio, asilo, desistência.
3)      Raissa de Góes (PUC-Rio): Esquecimento – Procedimento de escrita em três movimentos.
4)      Mariana Kaufman (PUC-Rio): Para que tudo não vire poeira, ainda.

8 de Agosto –tarde Mesa 2:
1)      Sylvia Helena Cyntrão (UnB): Francisco é Francisco?(Do gosto da   especulação no romance de Chico Buarque de Holanda)
2)      Elizabeth Barros de Souza Lima (UnB): Literatura e espetáculo: A ironia como desejo em Leite Derramado.
3)      Wilton Barroso Filho (UnB): Epistemologia da confusão: uma discussão sobre o papel do sujeito em Foucault na narrativa literária contemporânea.
4)      Denise Moreira Santana (UnB): As vozes narrativas em busca de suas raízes.
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9 de Agosto (quarta-feira) –manhã Mesa 3: 
1)      Miguel Jost (PUC-Rio): Políticas do audiovisual no Brasil contemporâneo: novos agentes, novas estéticas.
2)      Marina Lima Mendes (PUC-Rio): Coletivos de cultura e ocupações: modos contemporâneos de reformular subjetividades e disputar narrativas.
3)      Julia Casotti Nogueira (PUC-Rio): Inscrições Urbanas: A cidade como suporte de outras escritas contemporâneas.
4)      Vitor Grabowski de Paiva (PUC-Rio): CEP 20.000: O direito à existência literária para além do livro
5)      Felipe Paranaguá Braga (PUC-Rio): A parte do fogo: aproximações, equivalências, e narrativas do incêndio do MAM.

9 de Agosto –Tarde Mesa 4:
1)     Paulo da Costa e Silva (UFRJ):  Bob Dylan e o híbrido da canção.
2)      Angie Miranda Antunes (UFJF): Titãs, Torquato e Neruda: a textualidade da despedida.
3)      Aicha de Figueiredo Barat (PUC-Rio): A capa e o estado permanente de invenção de si: a capa de disco como suporte para o (auto)retrato do artista.
4)      Bernardo Mouzinho Girauta (PUC-Rio): Música e notação: das musas à indeterminação .
5)      Patrícia Anette Schroeder Gonçalves (USP): “Eu tô te explicando pra te confundir” – A questão da personagem na ficção e o livro autobiográfico de Tom Zé.
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10 de Agosto (quinta-feira) –manhã Mesa 5:
1)      Júlio Diniz (PUC-Rio): Quereres – notações sobre três pequenos gestos.
2)      Leonardo Villa-Forte (PUC-Rio): Conversas entre teoria e ficção na obra e prática de escritores-professores universitários neste início de século XX.
3)      Livia de Sá Baião (PUC-Rio): Guimarães Rosa curador de Guimarães Rosa.
4)      Tiago Leite Costa (PUC-Rio): Terry Eagleton e ideologia do híbrido.

10 de Agosto – Tarde Mesa 6:
1) Flavio Martins Carneiro (UERJ): De volta ao labirinto: entre a literatura e a história.
2)  Danusa Depes Porta (PUC-Rio): (Trans)tornar (a) o tempo e (a) história.
3)   Jaime Galgani (UMCE- Chile): Literatura y prensa: intimidad escritural y contexto de violencia  en corresponsales de guerra.
4)   Livia Penedo Jacob (UERJ): Memória, horror e alteridades em “Nove noites”de Bernardo Ca
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 11 de Agosto (sexta-feira)– Manhã Mesa 7:
1)      Fernando Fiorese (UFJF): Três poetas brasileiros e o rapto da pós-modernidade.
2)      Maria Beatriz Castanheira (PUC-Rio): Sobre a escritura expandida de Nuno Ramos: para pensar-viver-sentir como modos artísticos de estar no mundo.
3)      Nathália Coelho da Silva (UnB): A ficção enquanto possibilidade de se pensar o humano: estudos sobre o sujeito em ˜Uma duas”, de Eliane Brum.
4)      Lucas Fernando Gonçalves (UnB): A epistemologia do romance: fundamentação, pensamento, espírito e memória.

11 de Agosto –Tarde Mesa 8:
1)  Frederico Coelho (PUC-Rio): Escritas da infratura.
2)   Omar Salomão (PUC-Rio): Suspiro – o que sobra e o que some através de Mira Schendel.
3)    Adriana Maciel (PUC-Rio): O movimento dos corpos na renga particular de John Cage.
4)    Luiz Guilherme Fonseca (PUC-Rio): Intoxicação voluntária e escritas de si na produção de subjetividades dissidentes.
5)    Charles Philippe Jacquard (PUC-Rio): Imaginismo onilírico: pode o sonho produzir narrativas políticas?

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domingo, 30 de abril de 2017

VI ENCONTRO DO GRUPO TEXTUALIDADES CONTEMPORÂNEAS PUC-RIO 2 de maio

LOCAL: PUC-RIO – SALA CLEONICE BERARDINELLI – LF42
DATA: TERÇA-FEIRA, 02 DE MAIO DE 2017
HORÁRIO: 10:00 – 18:00
COORDENAÇÃO: JÚLIO DINIZ E MIGUEL JOST

CAFÉ DE BOAS VINDAS – 09:30 – 10:00

MESA 1 – 10:00 – 12:00 
Mediação: FERNANDO FIORESE (UFJF)

ROGÉRIO LIMA (UnB/CNPq)
Título: Entre a regra e a exceção: pensar a criação artística num mundo mal
Resumo: No desenho do tempo presente intelectuais como Zygmunt Bauman (2015), Pascal Gielen (2015); artistas como Pier Paolo Pasolini e Damien Hirst (1991) chamaram atenção—por meio das suas obras e ou pensamento crítico—para a barbárie que domina o nosso tempo. A figura do tubarão-tigre medindo cinco metros e pesando mais de 2 toneladas, embalsamado, de autoria do artista inglês Damien Hirst é uma das representações mais agressivas do nosso tempo na arte contemporânea. A obra intitulada The Physical Impossibility of Death in the Mind of Someone Living, de 1991, representa bem a fúria e a voracidade da nossa contemporaneidade, além de afirmar e confirmar a supremacia do dinheiro e o poder que alguns nomes tratados como marcas têm no universo da arte contemporânea—em estreita conjugação com a publicidade—de atribuir valor de obra de arte a determinados objetos. Este trabalho tem como proposta pensar alguns aspectos do tempo presente, lançando uma mirada investigativa e teórica sobre diversas formas de expressão intelectual no âmbito das artes e das humanidades: literatura, crítica, dança, fotografia, performance, economia, cinema, política, mídias digitais, novas identidades sociais.

FREDERICO COELHO (PUC-RIO)
Título: Contracultura: escritas transgressoras para existências experimentais
Resumo: A fala investigará um conjunto de práticas artísticas e textuais relacionadas à contracultura e sua época (1960/1070) cujas transformações radicais na própria definição dos sujeitos (e de sua crise) fundam escritas transgressoras sobre si, sobre o outro e sobre os campos de ação que tais práticas atuam. A transformação epistemológica dos centros organizadores do discurso durante o pós-guerra e as lutas anticoloniais rasuram existências e saberes estáveis (a Cultura) e produzem novas subjetividades que reivindicam a invenção, a experimentação e o delírio como procedimentos na arte, na política e numa vida "contra a Cultura". São textos que nascem em prisões, internações psiquiátricas, torturas, exílios, solidões, silêncios, amizades ou resiliências e materializados em poemas, diários, cartas, artigos, entrevistas, falas, teorias, livros, filmes, arquivos. Nos instalaremos em alguns exemplos para propormos um pensamento crítico oriundo desse período em contraponto a abordagens simplificadoras do período e dos nomes envolvidos. 

JÚLIO DINIZ (PUC-RIO/CNPq)
Título: Foto(bio)grafias
Resumo:  A fala tem como objetivo especular sobre a utilização da fotografia como uma narrativa autobiográfica e autoficcional, em particular, na cultura brasileira. Inúmeros livros e catálogos, nas últimas décadas, investiram na ideia de se criar, a partir de acervos iconográficos, uma “história da vida cultural brasileira” a partir de histórias de famílias, grupos e indivíduos como uma maneira de “preservar” a memória e “ilustrar” o passado. Observa-se na contemporaneidade a emergência de um desejo incessante de documentar, guardar, multiplicar, preservar, com medo de um bug, apagão, falha, perda definitiva. Parece uma busca desesperada (e já por si fracassada) de totalizar a memória, arquivá-la num HD indevassável, monumentalizar a experiência humana. O peso documental das imagens que marcaram o período varguista do Estado Novo, por exemplo, imprime dureza, gigantismo, relevância e autoridade às cenas que tinham como objetivo afirmar nossa emergente e frágil modernidade. São representações fechadas, unificadas, formas imaginárias de uma desejável e manipulável identidade brasileira costurada nas feridas que a(s) ditadura(s) nos impuseram. Como contraponto, ou leitura a contrapelo das narrativas visuais vistas do presente, pode-se pensar não na representação in totum dos componentes significativos, mas na encenação da ambiência que se infiltra na (obs)cena do retrato.    

MIGUEL JOST (PUC-RIO/CAPES)
Título: Fome e marginalidade na produção audiovisual brasileira
Resumo: A comunicação pretende, a partir de uma revisão crítica dos conceitos de "estética da fome" de Glauber Rocha, "cosmética da fome" de Ivana Bentes e "dialética da marginalidade" de João Cezar de Castro Rocha, analisar como os termos fome e marginalidade foram determinantes como vetores de interpretação para o cinema brasileiro desde os anos 1960. Sob essa perspectiva, desejo ainda jogar luz sobre a maneira como um conjunto de realizadores do audiovisual contemporâneo em nosso país recebe e incorpora esse debate em suas obras.

MESA 2 – 13:30 – 15:00
Mediação: SYLVIA CYNTRÃO (UnB)

ALEXANDRE MONTAURY (PUC-RIO/CNPq)
Título: De papéis e texturas
Resumo: Em Os papéis da prisão, de José Luandino Vieira, e em Os papéis do inglês: ou o ganguela do coice, de Ruy Duarte de Carvalho, é possível identificar textualidades e tonalidades heterogêneas, que se abrem para o relato etnográfico e a ficção; para os registros anticoloniais e as práticas de escrita pós-colonial, entre outras formas de objetivação. Mais do que um esforço analítico das cronologias histórico-políticas ligadas ao colonialismo português em Angola, pretende-se evidenciar "texturas" presentes nesses "papéis", a partir da premissa de que carregam procedimentos particulares de hibridação: além de amalgamarem sentidos, métodos e registros de natureza diversa, são capazes de gerar comunidade a partir de gestos de resistência que nascem num espaço de coabitação tensa, onde racionalidades hegemônicas e racionalidades alternativas desenham um quadro singular de epistemologias e textualidades em conflito.

ELGA LABORDE (UNB)
Título: Hermenêutica e reinvenção da linguagem na narrativa de Diamela Eltit
Resumo: Esta comunicação objetiva analisar alguns aspectos textuais dos romances Los trabajadores de la muerte (1998) e Fuerzas Especiales (2013), dentro dos focos teóricos da pós-modernidade e das complexidades simbólicas de representação que Diamela Eltit propõe na relação entre a realidade, a condição humana e a perspectiva histórica.  Este trabalho procura também, revisar a intensa intertextualidade e o barroquismo que habitam a obra dessa autora na hermenêutica de sua linguagem fragmentária; o deambular de sua fragmentação, da pluralidade e multiplicidade, da dispersão e da marginalidade. Nesse contexto, enfoca-se a palavra e seus descentramentos, pedaços de materiais, de vozes, de gêneros; assim como a mascarada e o simulacro, a verbalização das emoções, a multiplicidade da escrita, próprias das incertezas e desorientações como local da literatura do Chile na contemporaneidade.

FERNANDO FIORESE (UFJF)
TÍTULO: Uma outra história: em torno da poética de Francisco Alvim
RESUMO: Os estudiosos assinalam na poética de Francisco Alvim a despretensão estética e estilística e o caráter fragmentário, elíptico e minimalista, bem como a crítica ao formalismo, ao engajamento político e à ideologia, posturas típicas da poesia dos anos 1970. Também se referem à elisão do eu lírico (nos moldes definidos por Hegel) por meio do acolhimento das vozes de pessoas anônimas e comuns, em geral postas à margem do registro histórico e consideradas, por conta de sua dissonância ou contraposição, não mais que um banal desvio na sintaxe reta e férrea dos discursos hegemônicos. Neste sentido, propõe-se a leitura da poética alviniana, em particular o poema “Revolução”, extraído do livro Passatempo (1974), como enfrentamento das questões relativas à passagem da modernidade à pós-modernidade, tal como identificadas por Gianni Vattimo em La fine della modernità: nichilismo ed ermeneutica nella cultura post-moderna (1987) e La società trasparente (1989), a saber: o fim da noção de história unitária, centralizada e conforme ao ideal europeu de progresso e civilização, o advento plural e explosivo de outras vozes, racionalidades e Weltanschauungen “locais” (minorias étnicas, sexuais, religiosas, culturais, estéticas etc.) e a crise do “princípio de realidade” debitário do vigor e da violência da Metafísica no sentido de submeter as coisas, o homem e o mundo à objetividade da ciência-técnica. 

CAFÉ – 15:00 – 15:30

MESA 3 – 15:30 – 17:30
Mediação: MIGUEL JOST (PUC-RIO/CAPES)

PAULO DA COSTA E SILVA (UFRJ)
Título: Viver para criar. Uma leitura sobre o processo criativo na vida contemporânea
Resumo: Partindo do campo recente e multidisciplinar dos estudos do processo criativo, a comunicação pretende investigar algumas questões que emergem do encontro entre características marcantes da vida contemporânea e o pensamento criativo. A fala irá se apoiar numa leitura ontológica do processo criativo, frisando a importância crucial de seu cultivo na vida cotidiana como antídoto e defesa diante de um mundo marcado pela escalada do sentimento de insegurança e de impotência individual. Sob a luz de concepções históricas, filosóficas e artísticas, serão abordadas algumas noções correntes sobre criatividade (englobando diversos campos artísticos e científicos), e alguns dos possíveis incentivos e obstáculos que a vida contemporânea coloca no caminho da expansão criativa em todas as esferas da vida.   

SYLVIA CYNTRÃO (UnB)
Título: O lugar da poética do cancionista nas reorientações da expressão cultural brasileira contemporânea
Resumo: Esta comunicação visa discutir alguns aspectos de como a música popular brasileira desenvolveu-se como voz ativa da contemporaneidade no Brasil e de que formas vem se manifestando como vetor cultural que trabalha com a figurativização do real, manipulando um capital simbólico coletivo. O teórico Dominique Maingueneau cunhou uma palavra –paratopia- que traz a questão-chave em torno da qual a multiplicidade da expressão poética contemporânea pode ser pensada. Ele aponta para o fato de a literatura (e aí incluímos a canção popular como parte do projeto poético brasileiro modernista que se inicia em 1922) ser um espaço diferente das outras atividades sociais, porque não é possível definir para ela um espaço estável no âmbito da sociedade. O artista contemporâneo da canção habita um espaço estético de intervenção em que qualquer identidade radical é diluída e o sujeito artístico é livre para ressignificar o imaginário que o impulsiona, na incorporação de seu contexto de influência. Olharemos o sujeito histórico, que, criado pela cultura de fim de século (XX) e início do XXI, conforma e reduplica, ou traduz e transforma a tradição. Tentamos, assim, oferecer algumas pistas sobre o lugar social e existencial do cancionista hoje.

WILTON BARROSO FILHO (UnB)
Título: Escolhas estéticas e a configuração do espaço criativo em dois momentos da obra de Carlos Fuentes
Resumo: Entre dois romances de Carlos Fuentes, La muerte de Artemio Cruz, publicado pela primeira vez em 1962 e Federico en su balcón, publicado logo após a sua morte, em 2012, podemos observar dois momentos de sua grande carreira literária. A proposta de estudo aqui é analisar se há uma mesma regularidade de construção imaginária nestes dois romances. Examinaremos as escolhas estéticas do autor para podermos extrair a reinvenção praticadas no interior dos seus territórios de criação e analise. As figurações das relações humanas dos dois personagens, Artemio et Federico, serão analisadas dentro de uma perspectiva comparatista para assim exprimir o  jogo que lhes dá as suas expressões humanas, situadas no interior de seus espaços imaginários. Finalmente o estudo do espaço criativo em Fuentes conduz, supomos, a uma arqueologia da intimidade do seu texto que faz surgir a sua verdadeira identidade literária bem como as transformaçøes que aparecem no processo criativo dos seus romances, o que acaba por desvendar a reconfiguração do seu espaço imaginário. 

LEANDRO RODRIGUES GARCIA (UFMG)
TÍTULO: "Crítica epistolográfica" - uma nova crítica? um novo método?
RESUMO: Os estudos e publicações de cartas e correspondências tem alcançado um significativo aumento, nos estudos literários brasileiros, nos últimos anos. Nunca se publicou tantos epistolários, nunca a carta ganhou tanto espaço em periódicos, programas de TV e jornais de resenha, fazendo com que editoras de todos os tamanhos começassem a perceber a importância e mesmo o poder de mercado de tal gênero. Na Universidade, é sensível o aumento de dissertações e teses que tentam compreender o fenômeno epistolar. Neste sentido, em 2014, durante um evento científico na Universidade de São Paulo, criou-se a expressão "Crítica Epistolográfica" para tentar caracterizar todo o trabalho hermenêutico em torno das cartas. Seria esta expressão adequada? Trata-se de uma nova área da crítica literária ou apenas uma metodologia da mesma? Quais as suas fronteiras metodológicas e epistemológicas? São questões que pretendemos problematizar neste encontro, longe de defini-las em exatidão. 

ENCERRAMENTO – 17:30 – 18:00
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sábado, 4 de março de 2017

FÓRUNS DE DEBATE CONFIRMADOS PARA 2017

1o. semestre-  
VI Encontro do Grupo 
Data: 02 de maio
Local: PUC-Rio
Organização : Júlio Diniz e Miguel Jost

2o. semestre-
Coordenação de Simpósio no XV Congresso Internacional da Abralic- (7 a 11 de agosto, UERJ, RJ) Inscrições no site www.abralic.org.br  a partir de 06 de março.


VII Encontro no "XX Congresso Internacional de Humanidades Brasil-Chile" (17 a 20 de outubro) Deslocamentos, incertezas e reorientações em contextos latino -americanos.
Data: 17 de outubro
Local: Universidade de Brasília
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Cada objetivo [interpretativo] é construído sobre o traço daquela perspectiva que ele rasura; cada objeto político é determinado em relação ao outro e deslocado no mesmo ato crítico” ...os processos de significação da cultura são, portanto,  “processos de significação através dos quais afirmações da cultura ou sobre a cultura diferenciam, discriminam e autorizam a produção de campos de força...

De Homi Bhabha , em O local da cultura. MG: Editora da  UFMG, 2005.